domingo, 16 de março de 2008

A Martha Medeiros faz a gente refletir...

A obsessão por ser perfeita
Martha Medeiros

Pergunte a si mesma: - Assumir tantos compromissos e ser tão tirânica em relação ao seu desempenho está fazendo de você uma mulher mais
feliz?
Sou perfeccionista demais!", costumam exclamar algumas mulheres, sem deixar claro se estão se auto-elogiando ou se autocriticando. Por via das dúvidas, saio de perto. Já não tenho paciência para essa busca desenfreada pela perfeição. Quem disse que, ao assumirmos certas atribuições outrora masculinas, teríamos que virar as mestras em eficiência, as PhD em produtividade?Atualmente, mulheres tripulam foguetes, presidem países e são autoras de descobertas científicas. Mas você, que não é astronauta, nem presidente de nada, nem candidata a Einstein, anda se cobrando insanamente por quê? A independência feminina era pra ser divertida, onde é que deu errado? Sua agenda está mais cheia do que a da Condoleeza Rice. Você não consegue se conceder meia hora para fazer as unhas. Está tão estressada que quase cai em prantos quando seu patrão dá uma bronca. E você não dorme criatura. Você acredita mesmo que cinco horas por noite é suficiente? Você passa seu creme anti-rugas antes de se deitar e, quando acorda, elas estão todas lá, triplicadas pelo cansaço. E nem adianta tentar encontrar uma horinha para aplicar botox porque sua dermatologista está sem hora livre até agosto - ela é mulher como você, portanto, outra maluca viciada em agenda cheia. Estamos todas perdendo feio para este que deveria ser nosso aliado, mas virou um inimigo: o tempo. Pergunte a si mesma: assumir tantos compromissos e ser tão tirânica em relação ao seu desempenho está fazendo de você uma mulher mais feliz? Se a resposta é não, pare tudo e troque por um cotidiano mais realista. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista o Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir
daquele momento você seria modelo de vida para os outros. Seu pai e sua mãe, se tinham juízo, também não se apegaram a esta expectativa. Você não é Nossa Senhora. É, humildemente, uma mulher. E se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, diga adeus ao melhor dos luxos. Porque luxo não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é encarar qualquer trabalho por dinheiro, não é atender a todos e criar para si mesma a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para
sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para receber as amigas em casa. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Para fazer um curso. Engravidar. Ou para conhecer uma cidade bem longe. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem precisar deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Phillipe Starck e o batom da Mac, mas se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica a beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres 5 estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, ter um luxo de vida.

sábado, 15 de março de 2008

Olhe a vida com a alegria e a admiração de uma criança! Não deixe que os problemas cotidianos tirem o brilho do seu viver. SEJA FELIZ!


Minha estrada... - Por: Lígia Rosso


Estrada do infinito
repleta de luar.
Estrada que embala sonhos,
esperanças a realizar.


Estrada que sigo confiante,
deixa distante quem me fez sofrer!
Estrada,
por um instante,
senti que irias escurecer.


Mas o sol resnasce
radiante...
O final da estrada
não quero ver.


Apenas vivo percorrendo esses rumos.
Estrada com curvas,
descidas,
subidas...
estrada que tem meus passos
marcados eternamente
a cada amanhecer.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Convite - Lya Luft

Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor,
e sou mistério

A quatro mãos escrevemos este roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos
a sério.

Para quem gosta da obra de Lya Luft, visite: http://www.releituras.com/lyaluft

quarta-feira, 12 de março de 2008

Olha só que legal...


sábado, 8 de março de 2008

Nós mulheres... - Por: Lígia Rosso


Ser mulher...

...É nascer com a energia do sol,
ter o brilho das estrelas na alma...
é cantar entre amores e encantar olhares.

Ser mulher é estar
de mãos dadas com os desafios.
é ser mãe e eterna namorada!

Mulher é força e sutileza,
razão, emoção e sensibilidade.

Ser mulher neste novo milênio
é ter os pés no chão e mil sonhos
para realizar...
É caminhar rumo ao desconhecido
com a certeza da vitória!

quinta-feira, 6 de março de 2008

... - Por: Lígia Rosso

...
somente um espaço entre o tudo e o nada.
...
somente um espaço entre o que sou e meu ser.
...
somente um desejo de felicidade,
estrada,
jornada pela vida.
Lembranças e esperanças.
...
somente e tudo isso ao mesmo tempo.
Porque o tempo tem seus espaços
e a cada um cabe decidir os passos que deixarão marcas eternas.

Para refletir...

"A águia gosta de pairar nas alturas, acima do mundo,
não para ver as pessoas de cima, mas para estimulá-las a olhar para o alto."
- Elisabeth Ross -

domingo, 2 de março de 2008

Sábias palavras de Artur da Távola


A vida ensina

"Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.
Se você é muito simpático, mas leva meia hora para concluir seu pensamento, que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema aquele que começa pelo fim.
Se você faz exames demais, que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando. Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo, que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.
Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco, que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência. Tanto mais lúdica quanto mais complexa.Tanto mais complexa quanto mais consciente. Tanto mais consciente quanto mais difícil. Tanto mais difícil quanto mais grandiosa.
Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade, que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele,no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas. Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva.
Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio, mas para dizê-las depois. Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. Que aquele garoto que não come, coma.
Que aquele que mata, não mate. Que aquela timidez do pobre passe.
Que a moça esforçada se forme. Que o jovem jovie.
Que o velho velhe. Que a moça moce. Que a luz luza. Que a paz paze.
Que o som soe. Que a mãe manhe. Que o pai paie. Que o sol sole. Que o filho filhe. Que a árvore arvore.
Que o ninho aninhe. Que o mar mare. Que a cor core.Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo. A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos."


O blog dele é ótimo: http://www.arturdatavola.blogger.com.br

sábado, 1 de março de 2008

Onde estás? - Por: Lígia Rosso

Onde estás meu grande amor?
Te procuro há tanto tempo e não te encontro.
Meus braços estendidos ao vento
pedem alento para uma alma que chora
a dor de um amor que há muito tempo foi embora.

Onde estás meu eterno amor
será que já te encontrei?
será que te reencontrarei?
Já não sei...

A vida passa muito rápido.
Tudo muda em segundos.
E corremos o risco de nos perdermos
neste vasto mundo.
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