sábado, 21 de novembro de 2009

... - Por: Lígia Rosso

É no silêncio que
minha voz interior
agora fala.
Perante a fragilidade emocional do momento
meu olhar se perde por um instante
e meu consolo
é de que preciso seguir adiante.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Alegrias alegres - Por: Lígia Rosso

Foto: eu, feliz da vida, no Beto Carrero - dez./2008


Dias assim assim,
seguindo os ponteiros do relógio
enlouquecidos plim, plins...

Queria algumas pessoas
mais perto de mim,
mas as distâncias
são alimento
de doces lembranças.

Não posso exigir que tu me tragas felicidade...
Primeiro tu deves sentir a alegria,
jamais poderás semear no outro
o que não tens nem em ti.

É por isso que
eu volto a sorrir
como por muito tempo fiz...

Minhas pequenas (grandes) alegrias
riquezas interiores sem fim!

Ah...minhas alegrias
são alegres por simplesmente existirem!
São tão simples e sutis:
um dia chuvoso, uma flor colorida -
A risada sincera da gurizada,
um abraço carinhoso
e a força de quem segue sua jornada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As borboletas - Vinícius de Moraes

"Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas


Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então…
Oh, que escuridão! "







IMAGEM DO DIA...

...

domingo, 8 de novembro de 2009

A morte devagar - Martha Medeiros


Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Hoje quero sorrir como uma criança...

...conto de fadas, imaginação, alegrias e mais nada!!

Vida, vida... - Por: Lígia Rosso

Foto: pôr-do-sol no Guaíba - Porto Alegre/RS - Janeiro/2009

...me ensina a te viver.
Me conta teus segredos.
Afasta de mim esses medos.
Vida...há tanto tempo
simplesmente te desejo!






sábado, 7 de novembro de 2009

A entrega - Por: Lígia Rosso

Por vezes é
difícil entregar-se
aos braços
do infinito,
aos sentimentos
que nem sei se acredito.
...
mais arriscado ainda
é a entrega do
coração a alguém
que surge
assim, assim.

É dessa loucura
que se vive a vida...
e agora te entrego
esses sentimentos
sinceros,
com toda paixão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bom dia! - Por: Lígia Rosso

...suavidade
felicidade,
energia sutil imundando minha alma
e bordando meus passos por aí.
Ah...te desejo só luz e paz.
Que teu dia seja
tão leve quanto a brisa num dia primaveril,
regado por doces risadas de criança
e nuvens de chuva brincalhonas no céu.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

...

CRIAR VÍNCULOS É FÁCIL...
DIFÍCIL MESMO,
É MANTÊ-LOS!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mendigos do amor... - Por: Lígia Rosso

Mendigar comida
já é triste...
Mas, não há dor maior
do que ter caviar no jantar
e mendigar por amor todos os dias!

Tem mendigos do amor
espalhados por aí.
Eu os percebo pelo olhar vazio:
almas doentes, carentes...
Estão cobertas de grifes e marcas
para manter a farsa
e tocar a vida em frente!

Mendigos do amor
aprendam, por favor:
amar é sentimento sublime -
não se pede -
se sente...
ou ele há ou nunca existiu.

O amor é extremista
e pode sumir tão rápido
quanto surgiu!

domingo, 1 de novembro de 2009

Reflexões do feriadão...


Aproveitei o feriadão para colocar em dia essa minha vida maluca (meu quarto estava um caos). Acabei refletindo mais do que devia também!! Li pela segunda vez o clássico "O Pequeno Príncipe" - a primeira leitura foi quando eu estava no 2º Grau. Me emocionei a cada página lida, me senti um pouco de alguns personagens e me questionei sobre muitas coisas...Ando meio cansada de alguns discursos que andam por aí e concordo plenamente com a raposa - personagem do livro - em seu diálogo emocionante com o Pequeno Príncipe. Trechos como este são um puxão de orelhas em todos nós: "- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma."(p.69). Nem sempre percebemos que as rosas que vivem em nossos jardins são únicas simplesmente porque foram cativadas e nos cativaram também - e isso faz toda diferença, apesar de nossas rosas parecerem tanto com as demais! Ah queridos leitores desse blog, me permitam dizer que concordo plenamente com o Pequeno Príncipe quando ele manifesta que "as pessoas grandes são de fato muito estranhas" - somos estranhos sim e pelo medo de sermos chamados de bobos, esquecemos da criança interior que carregamos dentro de nós mesmos, a sufocamos com a desculpa de que precisamos ser normais. Fica aí a pergunta do final de feriado: afinal de contas, o que é ser normal? Também sugiro a leitura dessa obra profunda e tão bela.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

...esperando - esperanças - talvez, talvez...

...apesar dos pesares, não me canso de esperar.
Nem tudo depende da gente. Viver tem dessas coisas.


Esperar... - Por: Lígia Rosso

Por quem esperei
não sabe quanto tempo assim fiquei:
coração repleto de esperanças,
ciranda de expectativas,
uma lágrima
contida na hora da partida.

Talvez uma ilusão apenas.
Uma ida
ou uma vinda?!
Sinceramente,
ainda não sei...

Quem a gente espera
- numa rodoviária, num aeroporto,
numa avenida ou na vida -
nem sempre se dá por conta
do quanto é sublime o ato de esperar.

Esperar um beijo que não veio,
um abraço que se perdeu.
Tem esperas alegres e tristes.
E só quem espera sabe como é.

Tem gente que não espera nada.
Mas talvez nunca seja
esperado por alguém também!
Inesperado apenas e
se não vier ou ir,
não tem problema.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Poema para agora...

AH! OS RELÓGIOS

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vida
sem seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana - A Cor do Invisível

CONVITE ESPECIAL


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mensagem do dia...


terça-feira, 20 de outubro de 2009


O Pequeno Príncipe - (trecho)


"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo... A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

- Antoine de Saint-Exupéry -

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pontuação... - Por: Lígia Rosso


Texto e pontuação.
Vida e vírgulas,
uma breve pausa para a emoção...

Tempo:
ponto de exclamação enlouquecido
pelas horas que voam
e os dias que se vão!

Vírgula e ponto,
ponto e vírgula.
Agora surge um ponto de interrogação (?)

Que permaneça assim a vida:
pontuando-se.
A qualquer instante,
a gente sabe,
chega sempre um ponto final
.

domingo, 18 de outubro de 2009

...fazendo arte por aí!!




Durante a ExpoSantiago deste mês, tive a oportunidade de recordar quando eu fazia animação de festas infantis...fui convidada para me caracterizar de palhacinha no estande do Colégio Medianeira onde trabalho há cinco anos ensinando inglês para a gurizada. Deixo registrado aqui um pouquinho da minha imensa alegria e a conclusão do quanto é bom se soltar e sentir-se criança outra vez! Foi uma tarde de risoterapia, doces e felicidade (12.10.2009).