domingo, 20 de janeiro de 2008

Doença incurável! - Por: Lígia Rosso

Começo este texto pedindo desculpas aos visitantes desse blog, pois dessa vez não poderei escrever nas entrelinhas, como é de meu estilo e o que aprecio. Terei que ser clara no meu desabafo e espero que esse sirva de reflexão para várias pessoas!
Não, não se preocupe que não estou doente, muito menos com uma doença incurável, graças a Deus!
O que está doente é a mentalidade de algumas pessoas, ou de várias...
Nos últimos tempos e com a proximidade dos meus 30 anos - esse ano completo 29, com muita alegria! -, tenho sido muito questionada pelo fato de não estar namorando, de ainda ser solteira, etc e tal. Até entendo esses comentários quando partem de pessoas que realmente conheço e que sei o quanto desejam que eu encontre o grande amor de minha vida. Mas, quando esse vem com o vento, dito por pessoas que não fazem parte de minha caminhada e que não sabem por tudo que já passei nesse sentido, fico muito chateada. Tive que fazer a minha cabeça pra não me sentir um ET quando vou tomar um sorvete, almoçar fora ou fazer qualquer outra coisa na companhia da pessoa que mais amo no mundo: EU MESMA. Não que eu despreze a companhia de amigos e amigas, muito pelo contrário. Adoro compartilhar da presença e alegria de pessoas muito queridas com as quais eu saio, vou dançar, me divertir um pouco ou simplesmente bater um bom papo. Tenho feito muito isso nos últimos tempos. Porém, adoro a minha companhia, adoro curtir, rir ou chorar das minhas loucuras pessoais que só eu mesma vou entender! Andei meio perdida de mim mesma há algum tempo atrás. Me reencontrei e isso foi maravilhoso. Se espero viver uma relacionamento afetivo no futuro?! Claro que sim, desde que seja regido pelo amor, respeito e muita maturidade minha e do meu companheiro. Aprendi muito com os poucos, porém fortes, relacionamentos que vivi ao longo desses anos. Acredito que nada é por acaso e que ser solteira é muito diferente de estar sozinha, pois, quando nos amamos verdadeiramente nunca estamos sós. As pessoas que nos rodeiam e conosco convivem são extremamente importantes, entretanto, só compreenderemos isso quando realmente entendermos o quando somos especiais para nós mesmos. Só assim nosso amor e amigos deixarão de ser muletas emocionais ou meros pontos de apoio, e passarão a fazer parte de verdade de nossas vidas. Desculpe o desabafo, mas, na minha opinião, ser solteira com quase trinta anos não é uma doença incurável.

4 comentários:

Alice Maria disse...

lígia

não esquenta,viu, pois as pessoas que te "obrigam" a viver pelos padrões obrigatórios não estão preocupadas com tua felicidade,mas com o que os outros vão pensar, e isso é muito mesquinho. Se ame sempre, pois só assim o verdadeiro amor vem, não importando a idade do corpo, mas a evolução do espírito!!!
Sempre contigo,
Alice Maria

sheila disse...

Oi Liginha, é o tio Adaltro.
Meus cumprimentos pela matéria intitulada "Doença Incurável".
Esse comentário faço com muita propriedade,pois bem sei, que és sincera, autêntica e capaz. Pois a quase 29 anos, na maternidade de um hospital, tu já irradiavas luz, transmitindo paz e alegria a todos que te cercavam.
Seja feliz

sheila disse...

Doença incurável??? Don't worry honey, tem muita gente sem noção por aí mesmo... que muitas das vezes prefere viver de aparências a alcançar a felicidade plena...solteiro, casado, namorando ou não, não importa!!!
Prefiro ser completa, sem muletas.
Bjcas

Profª Ana Paula Milani disse...

Lígia, teu blog tá lindo!

Dá uma espiada no meu sempre que puder... estou atualizando diariamente e já estou com um texto bem legal para publicar hj.

Excepcional esse teu texto!!! Independente de relacionamentos afetivos, todos temos pessoas que nos amam muito. E tu, com todo teu carisma, luz, criatividade e jovialidade, sem dúvida tens várias pessoas que te admiram e te querem muito bem. Uma delas sou eu!!!

Kisses, friend!!!

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